Exposições
5..Maio a 3..Junho
LUÍS FERNANDES E MÁRIO COSTA
DIÁLOGOS
Sábado_17h00
SALA DA NORA - CINE-TEATRO AVENIDA

A arte não reproduz o que vemos. Ela faz-nos ver (Paul Klee). Observando as pessoas e a Natureza, procuro sempre o inatingível, tento ver o invisível. Perscrutando por entre o silêncio, a luz intensa e a escuridão, caminho sempre tacteando, ora liso e macio, ora rugoso e áspero. Sempre em busca da construção de uma ideia. Caminhando por estas veredas, não busco a representação do concreto, pois interessa-me estimular a emoção e o sentimento. É o interior que procuro. É uma quimera, mas o caminho é desafiante. Não é pelo facto de o horizonte ser inatingível que eu desisto de caminhar na sua direcção.|

Deste modo estabelece-se o diálogo entre a Pintura naturalista, pós impressionista, de cores vibrantes e luminosas de Mário Costa e a Pintura de pendor expressionista-abstraccionista, densa, matéria e intimista, com uma paleta quente e reduzida de Luís Fernandes.

Ambos naturais da Beira Baixa, gostariam que outros se juntassem por forma a divulgarem a Arte que vai sendo criada no Interior.

Luis Fernandes












Pintar é uma forma de expressão, de comunicar e transmitir
emoções, não faria sentido ser de outra maneira, pinto
pessoas porque gosto de pessoas sobretudo se me
identifico com elas e as suas raízes, pinto paisagens porque
é impossível ficar indeferente à natureza e aos recantos
marcados pelo tempo, a pintura sendo uma arte visual,
não se explica nem tem que se justificar, tem de falar por
si mesma, tem de impressionar e ser o porta-voz do pintor,
pelas escolhas que faz e pelo que regeita fazer.




Pessoalmente e num tempo em que vale quase tudo,
procuro que a minha pintura seja como que uma impressão
digital e tenha uma marca pessoal, quer pelos temas que
escolho quer pela maneira como os realizo.







Mário Costa

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Inauguração: 17:00